A história dos jogos, é contada por homens e mulheres insaciáveis por inovação e criatividade, mas também por indivíduos que utilizaram destas hábeis pessoas para alavancar oportunidades capitalistas. O fato não é negativo mas sim um sinônimo de castigo.

Não é fácil desenvolver, criar e inovar, com a bendita pressão capitalista como alicerce do negócio. Tudo isso fez e faz parte da rotina de todos que direto ou indiretamente participam.

O fato é que tivemos desde os primórdios do desenvolvimento de jogos até a atualidade, nos adequar, pois quer queira quer não, a falta de investimento também é um fator que muda a própria visão empreendedora do entretenimento que está para nascer.

Segurança em desenvolvimento de jogos

Caro leitor, este descrito é sobre segurança em desenvolvimento de jogos. É exatamente ai que queremos chegar. O ponto mais fraco de uma empresa de segurança é a falta de pessoas que arrisquem suas vidas a trabalhar como tal. Então, analiticamente a falta de jogos on-line seguros é? Acredito que sentado em frente ao computador, escorado com os cotovelos e digitando este artigo, entendo que no final deste, tenho certeza absoluta que você terá as respostas, ou pelo menos sua opinião formada duvidada, pois elas são evidentes e claras, mas acredite, não são em sua totalidade devidamente aplicadas.

De uma vez por todas, entenda que, ou você é ágil ou não, não existe meio termo, e se existe, encontre-se e defina-se a qual utilizar. Assim sendo, para ser ágil a premissa é que, você tem que saber testar seu código. Mas porque isso? No manifesto ágil temos um quesito que aproxima estas palavras: “Responder a mudanças mais que seguir um plano”. Não estou aqui para ensinar o método ágil, ou ainda tentar impor a utilização do mesmo, mas sim, tive provas concretas e aplicadas que esta metodologia, qualquer que seja sua derivação, é um ótimo artefato organizacional de equipes, pois se todos o compreenderem em sua magnitude, torna uma extensão atemporal da dificuldade imposta. Ou seja, os integrantes das equipes responderão de uma forma aceitável a mudança de um requisito, por exemplo.

Mundo ágil

Não sendo ágil, na globalização da informação atual, imagine a agulha sendo você e a palha sendo a informação, e este sendo procurado incansavelmente, no lugar errado. Uma agulha, uma informação, e sabe se lá se esta agulha saiu do seu lugar inicial. Mas entendo que estamos ainda neste ponto. Indo para um futuro, mas ainda estamos procurando a agulha certa, incansavelmente.

Já sabemos que para desenvolver jogos precisamos de investimento, isto não é uma novidade, e de uma equipe que saiba fazer testes em seu software. E agora, qual a dificuldade de fazer um jogo que atenda aos mais altos níveis de segurança. Veja bem, quem tem dinheiro, não quer perde-lo, correto? Quem já passou horas desenvolvendo uma rotina e a concluiu, deseja se ver livre dela, e assim ir para outra. Bom, é ai que entramos finalmente no fator segurança.

A segurança está diretamente ligada a forma como tratamos nosso usuário final, e quanto estamos investindo nosso tempo e dinheiro para chegarmos ao amadurecimento da camada de segurança. Pois bem, para fazermos jogos seguros, temos antes de tudo saber que, tudo que é desenvolvido não, é cem por cento seguro aos olhos de quem realmente sabe usufruir de vulnerabilidades, e sim é uma forma diferente de referencial (um brinquedo novo). Essa visão ratifica que não estamos seguros. E jamais estaremos.
A segurança é de fato uma estratégia, que deve estar nos momentos iniciais da criação de um jogo, deve ser aprimorado no decorrer do desenvolvimento do jogo, e otimizado em seus finais.

Finais? O jogo tem final no desenvolvimento? – Levante-se, vá tomar um café e reflita sobre isso. Sim, qualquer desenvolvimento que se preste a ter qualidade, tem que ter um fim. Entenda que para poder realizar uma bateria de testes relacionados à segurança, o versionamento entra de cabeça nesta normatização, pois sabemos qual versão está o problema de segurança e em qual versão temos uma solução. Abrindo uma premissa valorizada de utilização de um sistema de versionamento de “software”, por exemplo, o GIT.

Software e propriedade intelectual

Inúmeros são os esforços das empresas em se defender da pirataria, do roubo de contas, do uso de trapaças, e entre várias e várias variantes desta questão, está o que chamamos de um “software” desenvolvido em tempo recorde, que gera recordes de problemas de segurança.

Mas nunca se questionaram porque exatamente isto acontece, e porque incrivelmente é no licenciamento a maior vulnerabilidade. A resposta é clara como disse antes, dependemos do foco em que queremos nos defender, e isso está encrustado na fase de desenvolvimento.

Empresas dominantes enxergaram esta questão, e identificaram que a maior manobra para se defender disso é, produzir seu jogo que não seja só divertido, e sim passe a ter uma iteração maior com o ser humano, pois cada vez mais estamos dependentes de jogos/aplicativos para celulares, que jogando, nos mostram o quanto estamos sedentários, e que se adaptam a nossa rotina. Eles já fazem parte de nossas vidas, e inevitavelmente, sabem de nossa privacidade, quanto tempo levamos da casa ao trabalho, que horas voltamos para casa e por incrível que pareça se estamos praticando a insônia. Isso é um fato, e fatos são delicadamente ostensivos no que se refere a segurança. Parece engraçado, mas se fosse respeitado esta privacidade, teríamos jogos preocupados em nos divertir, o que é um ponto que levaria horas, dias e anos discutindo sobre isso, mas levaria a um bem comum.

Um mundo mais seguro

Então, como posso de uma vez por todas fazer um jogo que seja seguro. Simples, pergunte a um segurança de um estabelecimento qualquer, que já trabalhe pelo menos a uma ano, se ele deixa pessoas que ele não conhece ter acesso ao lugar restrito a pessoas conhecidas, e que se todas as manhãs quando ele revisa seus artefatos de segurança, se este estão de acordo com a sua função. A resposta dele será o coração do seu jogo seguro, pois ele tem vida e família para cuidar, e você uma escova e os bits para polir. Só o fato de ele responder, ou não, se já trabalha em tal empresa a um ano, responde todas as perguntas e soluciona todos os mistérios. Cabe a ele omitir ou ficar com dores nos cotovelos. Os jogos nunca estarão totalmente seguros, mas estar preparado para uma mudança, este sim é o pulo do gato.

Autor: Sérgio Ernane Munhós Hermes