Amazon SES: Entenda as vantagens e desvantagens de se usar

Email

No mundo atual, manter um contato contínuo com clientes e parceiros pode ser uma tarefa difícil, ainda mais para grandes empresas. Uma forma de realizar essa comunicação é utilizando e-mails. Porém, o monitoramento para que eles realmente cheguem a um destinatário pode ser difícil e até mesmo de alto custo. Assim, a utilização de um meio externo para realizar esse trabalho é uma ótima opção.

Como isso impacta o marketing da minha empresa?

O serviço em nuvem de e-mail da Amazon, o Amazon Simple Email Service (SES), é eficaz, flexível e dimensionáveis. Ele possui uma noção de Inbound Marketing, um conjunto de estratégias que se baseia na ideia de criação de conteúdo para um público específico. O conceito traz a ideia de uma comunicação direta com o cliente, criando, assim, um relacionamento duradouro como esse. Com essa ideia em mente, o serviço da Amazon possibilita que empresas apliquem o Inbound Marketing no seu cotidiano, através dos e-mails de comunicações transacionais, marketing ou de grande escala. Devido às suas opções flexíveis de implantação por IP e autenticação por e-mail, o Amazon SES torna-se confiável, sendo capaz de aumentar a capacidade de entrega e proteger a reputação do remetente.

Muitas empresas já se beneficiam do serviço da Amazon SES. Um grande exemplo é o aplicativo Duolingo, que disponibiliza o aprendizado de diversas línguas a milhões de usuários pelo mundo. Através do Amazon Simple Email Service, o aplicativo é capaz de enviar e-mails em grande escala para seus usuários, motivando-os a praticar diariamente.

Quanto custa?

Quando pensamos em Amazon sempre nos veem a cabeça valores justos e acessíveis, no caso do Amazon SES não iria ser diferente. Com um preço inicial de 0 USD para os primeiros 62.000 e-mails enviados a cada mês e 0,10 USD para cada 1.000 e-mails recebidos depois disso.

Uma fator interessante é a forma de contabilizar os email. Por exemplo, se você tiver 768 KB de e-mail recebidos, será contabilizado como três blocos de e-mail recebidos. Se você tiver 255 KB de e-mail recebidos, será contabilizado como zero blocos de e-mail recebidos.

Vantagens

Como a Duolingo, milhares de outras empresas podem usufruir dos benefícios desse serviço. Além da aplicação do Inbound Marketing, o Amazon SES oferece:

  • Rápida integração: A configuração de e-mails é feita em minutos e o serviço é compatível com o recebimento de e-mails, permitindo a interação com os clientes em grande escala.
  • Eficiência: É possível analisar a eficácia de alcance de cada email com estatística de envio, entregas de e-mail e devoluções.
  • Otimização da capacidade de entrega: É possível maximizar a capacidade de entrega através de um painel de reputação que conta com insights de performance e feedback antispam.
  • Dimensionamento seguro: As opções de autenticação do Amazon SES garantem o envio de e-mails seguros e com o nome de domínio do usuário.

Desvantagens

Além dos pontos positivos que o Amazon SES pode oferecer, há também certas questões que devem ser ponderadas:

  • O serviço de e-mail não é a solução mais intuitiva que há.
  • É um serviço um tanto quanto robusto, por assim dizer.
  • Pode ser complicado de apurar/decifrar mensagens de resposta.

O serviço de e-mail da Amazon é uma solução muito útil para empresas que procuram um engajamento em grande escala, de forma rápida e segura. O fato de ser um tanto quanto robusto, permite que seja incorporado ao software desejado, oferecendo maior flexibilidade.

Por Gustavo Gedoz Kozoroski
Artigo do Seminário de Engenharia de Software
Fonte Micreiros.com

Autenticação e autorização: Segurança de Acesso a Recursos

O avanço e a popularização das tecnologias abriu aos usuários a possibilidade de navegar livremente pela internet, podendo contratar e utilizar diversos serviços remotamente por exemplo. Assim, tornou-se fundamental investir em estratégias que possam adicionar maior segurança e confidencialidade nos métodos de identificação dos usuários (ALVES et al., 2017). Através de processos de autenticação e autorização pode-se proteger o acesso a um determinado recurso, estabelecendo regras e permissões que podem variar dependendo de quem o requisita, e para isso existem padrões e protocolos que especificam a melhor forma de projetar estas etapas do sistema, como gerenciar a identidade, mover dados pessoais com segurança e decidir quem pode acessar aplicativos e dados.

Autenticação

A autenticação é o processo através do qual um requerente prova quem afirma ser, ou seja, se verifica e confirma a autenticidade do usuário (RAHMAN; SHUVA; ALI, 2016). Neste processo, usualmente feito antes da autorização, o usuário é “desafiado” através de senhas ou até reconhecimento facial, de forma que sua identidade seja validada. A autenticação é um pré-requisito para o acesso aos recursos de um sistema e permite que as aplicações e serviços permaneçam confiáveis, impedindo acessos não autorizados. A autenticação pode se enquadrar em três categorias que respondem a três questionamentos “What you know”, “What you have” e “What you are”, respectivamente, são elas:

  • Single-Factor Authentication depende de um único fator, podendo ser senha, código, PIN, etc..

  • Two-Factor Authentication requer dois fatores para o sistema permitir o acesso a algum serviço, indo além de apenas nome de usuário e senha.

  • Multi-Factor Authentication (MFA) exige a utilização de dois ou mais fatores de segurança de categorias independentes. Esta categoria usualmente utiliza reconhecimento facial, impressão digital, leitura de íris ou reconhecimento de voz.

Autorização

Uma vez que o usuário já foi autenticado, a autorização é o método que determina o que o mesmo pode ou não acessar dentro do sistema. Este processo é redigido por meio de policies, rules e definição de roles, utilizadas para decidir qual o nível de acesso atribuído a um usuário autenticado para um recurso (DOULIGERIS; SERPANOS, 2007).

Autenticação vs. Autorização

Em poucas palavras, a autenticação verifica quem é o usuário enquanto a autorização verifica ao que ele tem acesso. A Tabela a seguir apresenta as principais diferenças entre os dois processos:

AUTENTICAÇÃOAUTORIZAÇÃO
Determina se o usuário é quem afirma serDetermina o que o usuário pode ou não acessar
Desafia o usuário a validar suas credenciaisVerifica se o acesso é permitido através de políticas e regras
Geralmente feito antes da autorizaçãoGeralmente feito após autenticação bem sucedida
Geralmente transmite informações por meio de um ID TokenGeralmente transmite informações por meio de um Access Token
Geralmente regido pelo protocolo OpenID Connect (OIDC)Geralmente regido pela estrutura OAuth 2.0
Exemplo: funcionários de uma empresa são obrigados a se autenticar por meio da rede antes de acessar o email da empresaExemplo: depois do funcionário se autenticar, o sistema determina quais informações o mesmo tem permissão para acessar
Fonte: adaptado de Auth0

Tokens

O token é um objeto composto por informações, o qual sozinho não possui significado, porém quando utilizado em conjunto com um sistema de Autenticação Baseado em Token (Token Based Authentication) funciona garantindo que todas as solicitações feitas a um determinado servidor sejam acompanhadas por um token assinado e válido. Os principais tipos de tokens são:

  • ID Token: possui informações do usuário autenticado, e as utiliza inclusive para personalizar a experiência do mesmo. É utilizado somente pelo Client App que requisitou a autenticação.
  • Access Token: são utilizados a cada request como credenciais para informar ao serviço requisitado que o portador do token foi previamente autorizado a acessar a API e executar um conjunto de ações.

Na Prática

A seguir está apresentado o fluxo de autenticação e autorização por meio de token entre Usuário, Client App, Auth Server e um Web Service (API).

Fonte: Auth0

Conclusões

Boas práticas de segurança tornam-se cada vez mais indispensáveis no desenvolvimento de um projeto de software. Identificar o usuário, validar suas credenciais e restringir seu acesso a determinados recursos é o ponto de partida para diminuir riscos e possíveis falhas que possam comprometer a integridade do sistema, além de proporcionar uma melhor experiência a quem o utiliza.

Autor: Gustavo Sachet

Referências:

ALVES, Késia Cristina. O impacto do registro digital nos processos de legalização de empresas nos escritórios de contabilidade da cidade de Uberlândia. 2017. 27 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Contábeis) – Universidade Federal de Uberlândia, 2017.

AUTH0. Authentication vs. Authorization. Disponível em: https://auth0.com/docs/get-started/authentication-and-authorization#authentication-vs-authorization. Acesso em: 29 set. 2021.

AUTH0. Authorization code flow. Disponível em: https://auth0.com/docs/authorization/flows/authorization-code-flow#how-it-works. Acesso em: 29 set. 2021.

AUTH0. Tokens. Disponível em: https://auth0.com/docs/security/tokens. Acesso em: 29 set. 2021.

DOULIGERIS, Christos; SERPANOS, Dimitrios N. Network Security: Current Status and Future Directions. Wiley-Ieee Press, 2007. 592 p.

RAHMAN, Md. Tanvir; SHUVA, Taslima Ferdaus; ALI, K. M. Akkas. Trusted Device along with Trusted Location and Biometry based Authentication Method. International Journal Of Computer Applications, v. 150, n. 4, p. 26-30, set. 2016.

Banco de Dados Baseado em Grafos e suas Principais Características

O banco de dados baseado em grafos é relativamente simples de ser desenhado, diferente do banco relacional onde o modelo básico são tabelas e as suas relações, o modelo básico desse tipo de banco são os grafos, onde podemos inserir um dado sem se preocupar quais relacionamentos ele possuirá, pois, essa relação acontece de forma mais simples.

Esse tipo de modelo representa de forma mais explícita os relacionamentos entre os dados, fornecendo uma modelagem mais simples, com melhor performance e maior naturalidade na linguagem para escrever as consultas.  Os grafos contêm vértices (nós), arestas (relacionamentos), que são usados para representar e armazenar os dados. Na figura os vértices são representados pelos círculos e as setas são as arestas.

Imagem 2 – Representação de grafos

Por que armazenar dados em grafos?

O banco de dados de grafos facilita o armazenamento de dados que possuem muitos conteúdos associados e a representação de como esses dados se conectam ou se correlacionam com outros dados.   

Para facilitar o entendimento podemos usar como exemplo uma rede social. Os usuários na rede seriam os nós e as linhas conectando os usuários indicariam as suas relações. Podemos ligar um usuário a outro pelo relacionamento de adicionar amigo ou podemos adicionar vértices de outro tipo como as publicações, onde o usuário se relaciona através de uma curtida ou compartilhando a publicação.  

Imagem 3 – Exemplo de relacionamento de uma rede social

Modelos para implementar o banco de dados de grafos

No banco de dados baseado em grafos existem alguns modelos para que esses grafos possam ser implementados. Os modelos mais conhecidos são grafo de propriedade e o RDF. O primeiro foca em análises e em consultas já o grafo RDF destaca a integração dos dados.

  • Grafos de propriedades – são usados para modelar relacionamentos entre dados e com base nos relacionamentos permitem a consulta e a análise desses dados.
  • Grafo RDF – Os grafos RDF (Resource Description Framework) podem representar metadados complexos e instruções. Permite a troca de informações através de um formato padrão com estrutura bem definida.

Exemplo de banco de dados de grafos e linguagem de consulta

O exemplo de banco de dados baseado em grafos mais famoso é o Neo4j, que foi criado para oferecer suporte a grandes estruturas de grafos e retornar centenas de milhares de relacionamentos. Ele possui versão open-source e outra paga, que pode ser adquirida por empresas.

Uma das linguagens de consulta bastante utilizada é a Cypher, que inicialmente foi desenvolvida para o Neo4j, mas ela passou a ser desenvolvida como um projeto separado e muitas outras empresas adotaram essa linguagem como um sistema de consulta.

O banco de dados de grafo possui uma grande usabilidade e é uma potente ideia onde é possível interligar dados e descobrir conhecimento.

Referências:

https://imasters.com.br/banco-de-dados/graphdb-series-o-que-e-um-banco-de-dados-de-grafos/?trace=1519021197&source=single

https://www.oracle.com/br/big-data/what-is-graph-database/

Autora: Reginara Ferreira Borges

Gamificação: Como tornar seu aplicativo mais atrativo

Atualmente é cada vez mais difícil capturar a atenção de uma pessoa em um aplicativo, pois existem diversos fatores que tiram a atenção do usuário quando ele está usando algum aplicativo que não o engaje, não pegue a atenção plena do usuário, alguns exemplos são as notificações de outros aplicativos, como por exemplo alguma marcação em publicação em redes sociais, se o usuário não estiver engajado no aplicativos em questão ele sairá para ver a notificação.

O que é Gamificação / Gamification?

Gamificação ou Gamification são técnicas, estratégias, designs e mecânicas de jogos utilizadas para trazer engajamento, aumento de produtividade, foco dentre outros fatores para tarefas, aulas ou até mesmo aplicativos que não são voltados para jogos.

Um bom exemplo de gamificação é o Nike Plus, onde ao atingir metas pré-estipuladas o usuário ganha troféus e status dentro da ferramenta, criando assim uma competitividade entre os usuários.

Outro termo utilizado é ludificação, onde ele tem seu uso no marketing com o significado de incentivar o envolvimento com o produto ou serviço.

Qual o ganho do uso de gamificação?

Nada melhor do que o usuário utilizado o aplicativo que lhe foi ofertado correto? Por isso a gamificação se torna algo com grande valor, pois com o uso de frameworks de gamificação, pode-se fazer sistemas de pontuações, nomeações, avatares dentre outras ferramentas que farão o usuário ficar cativado e utilizar mais vezes o aplicativo.

Um exemplo de framework é o Octalysis que foi desenvolvido por Yu-Kai Chou (foto ao lado) e lançado em 2010, onde este se tornou referência mundial, pois Chou já estava trabalhando em “gamificação” antes da mesma ser reconhecida pelo termo.

Octalysis: Conceito e Funcionalidades

O framework Octalysis trouxe como princípio 8 Cores Drives que motivam as pessoas a fazerem suas tarefas ou utilizar algo da melhor forma, usando a diversão como um mecanismo para engajá-los, são eles:

  • Significado Épico (Meaning)

Este Core tem significado de dar importância ao usuário, lhe dar título, fazendo ele se sentir como “O escolhido” se sentir especial.

  • Criatividade e Feedback (Empowerment)

O feedback dentro do octalysis diz respeito a mostrar para o usuário que ele está avançando, crescendo, um exemplo são plataformas de línguas como a Pearson, onde está presente o leveling (Nivelação).

  • Influência Social (Social Influence)

O Core Social e de afinidade fala sobre motivar as pessoas por meio do sentimento de nostalgia, competitividade e inveja, ou seja, mostrar os status de outros usuários para que se possa ter uma certa rivalidade.

  • Imprevisibilidade (Unpredictability)

Para os curiosos esse é um ponto a ser explorado, pois a vontade de saber o que irá acontecer em seguida, como por exemplo temos a vontade de assistir mais de um episódio de séries, ler mais uma página, jogar mais uma partida.

  • Perda (Avoidance)

A perda ou prevenção é o progredir com cuidado, pois há um certo risco de perder uma parte do progresso ou até perder tudo, isso causa tensão e fazendo com que o usuário fique mais preso à aquilo que está fazendo.

  • Escassez (Scarcity)

A Impaciência e Escassez é uma tática muito usada em jogos para deixar as pessoas ansiosas para poder jogar, a aplicação da mesma fora do mundo dos jogos não é diferente, um exemplo é a exclusividade, para ter funções a mais o usuário deverá pagar para ter.

  • Propriedade (Ownership)

A propriedade nada mais é do que a liberdade de ser diferente, como a criação de um avatar personalizado para cada pessoa, isso vai fazê-la se sentir única, outra é a posse, que pode ser tratada como acumulo de troféus/insígnias.

  • Realização (Accomplishment)

A realização está ligada com praticamente todos os outros Cores, onde nessa temos a questão dos desafios que darão recompensas / conquistas para o usuário, porém o desafio não pode ser algo fácil de ser conquistado, pois perderá o significado, deve ser algo desafiador onde no início será fácil, porém conforme ir avançando vá se tornando mais difícil para que o usuário crie vontade de crescer dentro da ferramenta.

Conclusão

A Gamificação está se tornando cada vez mais uma ferramenta presente no dia a dia das pessoas, pois como comprovado em pesquisas como a da TalentMS a gamificação de coisas tornou as pessoas mais produtivas (89%) e felizes (88%) no trabalho. Outro ponto é o mercado de gamificação, onde ele aumenta em cada dia, em 2018 movimentou cerca de 5,5 bilhões de dólares, sendo procurado pela maior parte das empresas mundiais.

Referências:






* https://www.youtube.com/watch?v=CK_4JfDZIjA&ab_channel=VIDDIA-Educa%C3%A7%C3%A3oOnline 



 * https://www.youtube.com/watch?v=26DaeUOijZE&ab_channel=Fant%C3%A1sticaF%C3%A1bricaCriativa  



* https://www.youtube.com/watch?v=eT5Jgt0jr1o&ab_channel=UILab



* https://www.orcestra.com.br/post/octalysis-o-framework-de-gamifica%C3%A7%C3%A3o-que-voc%C3%AA-precisa-conhecer



* https://posdigital.pucpr.br/blog/yu-kai-chou



* https://sambatech.com/blog/insights/gamification/ 



* https://neilpatel.com/br/blog/gamification-o-que-e/ 

Autor: Guilherme Oliveira Mota

5 Bibliotecas open source para reconhecimentos de objetos e OCR

Quando desejamos extrair informações de imagens ou vídeos, a maior dificuldade está no reconhecimento das informações, separar um texto com uma imagem no fundo pode parecer uma tarefa muito difícil. Porém não é, hoje possuímos muitas bibliotecas que podem nos auxiliar nestas tarefas e fazer isto com apenas algumas linhas de código. E o melhor de tudo, de graça.

OCR

OCR é um acrónimo para o inglês Optical Character Recognition, é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de uma imagem. Com estudos desde 1950 hoje ele possui um estágio de evolução bem avançado, possuindo algumas ferramentas bem consolidadas.

Muito importante na utilização destas bibliotecas é o tratamento das imagens, é comum surgirem ruídos após a extração, este podem ser reduzidos seguindo algumas práticas abordadas pelas próprias documentações, como por exemplo, deixar a imagem em tons de cinza e aumentar o Canal Alfa dos elementos.

1 – Tesseract OCR

Originalmente desenvolvido pela Hewlett-Packard e por um tempo mantido pelo Google. Atualmente o projeto está hospedado no GitHub. Sua primeira versão esteve disponível para utilização na linguagem C, hoje ele já possui sua versão em Python. Com ele é possível transformar imagens de múltiplos formatos para um texto de saída simples.

2 – GOCR

Desenvolvido por Jörg Schulenburg em meados dos anos 2000. O GOCR pode ser usado como um aplicativo de linha de comando independente ou como back-end para outros programas. Ele vem com uma interface gráfica gocr.tcl.

3 – Kraken

Projeto mais modesto porém com muito potencial para crescimento. Uma de suas principais características é a análise de layout totalmente treinável e o suporte para reconhecimento de multi-script.

Reconhecimento de objetos

O reconhecimento de objetos consiste no conceito de visão computacional, permitir que os computadores interpretem visualmente informações, neste caso, ser capaz de reconhecer objetos pré-definidos ou não. Este campo de pesquisa permite reconstruções de cena, detecção de eventos, reconhecimento de objetos, aprendizagem de máquina, restauração de imagens entre outros.

4 – OpenCv

Desenvolvida pela Intel, em 2000. É totalmente livre ao uso acadêmico e comercial, para o desenvolvimento de aplicativos na área de Visão computacional. Possui módulos de Processamento de Imagens e Video I/O, Estrutura de dados, Álgebra Linear, GUI, além de mais de 350 algoritmos de Visão computacional como: Filtros de imagem, calibração de câmera, reconhecimento de objetos, análise estrutural e outros.

5 – BoofCV

Suas funcionalidades cobrem uma variedade de assuntos, processamento de imagem de baixo nível, calibração de câmera, detecção / rastreamento de recursos, estrutura de movimento, detecção fiducial e reconhecimento.

Conclusão

Hoje, diferente de apenas alguns anos atrás, possuímos a disponibilidade de diversas ferramentas para realizarmos ideias que por muito achamos não realistas, por serem muito avançadas tecnologicamente ou acharmos que não possuímos os recursos necessários.

Se trata apenas de uma ilusão criada por nós mesmos, temos uma gama enorme de possibilidades disponibilizadas gratuitamente e que podemos até mesmo contribuir para melhorias de código e performance. Bibliotecas de reconhecimento de objetos e OCR são aplicáveis em diversos projetos de variadas áreas e cada vez mais estarão presentes em nossas vidas.

Autor: Fernando Waldow Martens

Referencias

https://www.hitechnectar.com/blogs/open-source-ocr-tools/#:~:text=A9T9-,Tesseract,available%20open-source%20systems%20available

https://medium.com/data-hackers/ocr-da-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-aplica%C3%A7%C3%A3o-359c9aff56f3

https://pt.wikipedia.org/wiki/Reconhecimento_%C3%B3tico_de_caracteres

https://pt.wikipedia.org/wiki/OpenCV

https://github.com/tesseract-ocr/tesseract

Ferramentas para acelerar o desenvolvimento front-end

Com tecnologias cada vez mais visuais, o desenvolvedor front-end precisa se reinventar para sempre entregar softwares com mais qualidade e velocidade. Para isso muitas tecnologias são lançadas a todo tempo, facilitando a vida dos programadores e acelerando o processo de programação.

Editores de texto

Talvez sejam a principal ferramenta de um programador.
Características como layout, funcionalidades, atalhos e até mesmo cores podem fazer a diferença na escolha. Outro detalhe importante é a linguagem de programação que será desenvolvida, muitos dos editores são otimizados e/ou feitos para determinada linguagem.

  • VSCode

Ou Visual Studio Code, é um editor desenvolvido pela Microsoft, multiplataforma, que pode ser instalado em Windows, Linux e MacOS.
Características: extensível, suporte nativo ao git, IntelliSense, depuração direta no editor.

  • Sublime Text

É um editor que busca simplicidade e facilidade em sua utilização. Multiplataforma, funciona em em Windows, Linux e MacOS.
Características: ampla comunidade, grande gama de plugins, coloração de sintaxe personalizável.

  • Atom

Desenvolvido pelo GitHub, é um editor de código open source multiplataforma.
Caraterísticas: ampla comunidade, suporte nativo ao git, instalador de pacotes integrado, interface simples.

Frameworks

Framework são conjuntos de códigos fonte genéricos agrupados, que facilitam a criação de algum sistema.
Eles podem facilitar o desenvolvimento de uma aplicação, tanto individualmente quanto coletivamente, uma vez que em alguns casos podem fragmentar o código fonte em pequenas partes melhorando o desempenho em equipe.

  • Bootstrap

O Bootstrap é uma biblioteca que visa facilitar o desenvolvimento web, com uma série de estilos e componentes. Ele traz uma padronização de layout, com um sistema de grid que é amplamente utilizável. O framework é tão grande, que vários outros frameworks derivados são criados a partir deles.

  • React

React é um framework Javascript do Facebook para construção de interfaces de usuário. Ele tem como premissa a componentização de blocos e páginas, assim dividindo as partes lógicas e responsabilidades de cada parte, isso tem grande impacto no trabalho em equipe pois cada programador pode focar em um componente diferente de forma mais individual, com menor dependência.

  • Angular

É um framework Javascript para construir páginas web dinâmicas. Ele fornece tecnologia para construir aplicativos para web baseados em uma única página dinâmica. Também permite ao desenvolvedor fazer uso da linguagem de marcação HTML para definir dados associados, validações, e response handlers para ações do usuário.

Ferramentas e plugins

  • Sass

Sass é um compilador CSS que permite escrever os estilos web de forma mais inteligente e rápida. Ele transforma o código escrito de forma hierárquica em CSS interpretado pelos navegadores. Também funciona modularizado e contém várias funções para facilitar a escrita.

  • Emmet

É uma extensão que facilita a digitação do código em diversos editores. Ele funciona como autocomplete e também possui diversas palavras chaves que aumentam a rapidez na escrita. Também é altamente customizável, possibilitando atalhos customizáveis.

  • ESLint

O Eslint funciona como uma forma scanner no código que procura por problemas e más práticas. Também é possível indentar o código, de forma que a aplicação toda use o mesmo padrão e regras. Ele é muito customizável, isso permite que as equipes definam suas próprias regras de codificação, e se os ajustes ocorrem de forma automática ou manual.

Como pode se notar, o desenvolvimento de software está crescendo cada vez mais. Programadores e empresas precisam buscar soluções que facilitem a codificação e interações entre a equipe. Muitas ferramentas estão nascendo e é preciso escolher com sabedoria.

Autor: Leandro Santos

IDEs para desenvolvimento em Java Script

Introdução

Os IDEs vêm com muitos recursos extras, como por exemplo o preenchimento automático de texto, podendo dar mais flexibilidade ao usuário. Com a ajuda de IDEs, é possível aumentar a produtividade. Existem diversos IDEs na Internet e muitos deles são de código aberto.  

Desenvolvimento

Nesta lista de IDE Javascript, selecionei 4 de código aberto e 4 premium (pagos). Todos eles estão no top 10 da lista de IDEs para JavaScrip cujos dowloads foram mais procurados entre 2020 e 2021, conforme a pesquisa anual da Github. 

Características de uma IDE 

Muitas são as características presentes em uma IDE, as mais comuns são: 

  • Editor de código-fonte: podendo escrever comandos suportados por uma determinada linguagem de programação; 
  • Preenchimento inteligente: recurso de uma IDE no qual permite o preenchimento de trechos de códigos com a finalidade de agilizar o desenvolvimento; 
  • Compilador ou interpretador: é necessário que toda IDE possua um compilador (ou um interpretador), que transforme todo o código-fonte escrito em linguagem de máquina; 
  • Debbuger: mais utilizado para encontrar e corrigir erros no código-fonte; 
  • Geração automática de código: recurso no qual permite a criação de trechos de códigos predefinidos, trazendo agilidade aos diversos processos de desenvolvimento; 
  • Refatoração: ferramenta que, em conjunto com testes automatizados, garantam uma melhoria constante do código-fonte e erradicação de bugs. 

 Vantagens e desvantagens de uma IDE 

Apesar da facilidade de criação de aplicações, as IDEs possuem diversas vantagens e desvantagens em sua utilização. Dentre elas é possível citar: 

Vantagens de uma IDE 

 Aumento da produtividade: Por possuir diversas ferramentas que auxiliam na criação de aplicações, o desenvolvedor só utilizará esta ferramenta, aumentando assim sua produtividade; 

  • Diminuição gastos: Por ser uma solução completa, muitas vezes esta é a única ferramenta que o desenvolvedor precisa adquirir para a construção de suas aplicações; 
  • Mede desempenho: IDEs possuem ferramentas para medição de desempenho da execução de aplicações; 
  • Geração automática de códigos: é o recurso que permite a criação de trechos de códigos predefinidos; 
  • Facilidade em fazer verificações e correção de erros: Diversas IDEs possuem ferramentas que analisam o código que está sendo desenvolvido, permitindo que possíveis erros sejam corrigidos no momento do seu desenvolvimento; 
  • Completa: Com um único software o desenvolvedor consegue desenvolver, testar e corrigir uma aplicação. 

Desvantagens de uma IDE

  • Pagas: Muitas IDEs são pagas, o que dificulta sua utilização pela comunidade; 
  • Facilidade no desenvolvimento: Sendo possível prover diversas facilidades na hora do desenvolvimento (como a geração automática de códigos), mas podem também contribuir para que muitos desenvolvedores se tornem “mal acostumados” na hora de desenvolver, se tornando dependentes da IDE; 
  • Ambiente lento: Apesar de possuir uma solução completa, isso tem um custo. A maioria das IDEs consomem muito mais recursos de hardware do computador que um simples editor de texto. 

 IDE´s java script  

  • Eclipse 
  • Visual Studio Code 
  • NetBeans 
  • Atom, um IDE Javascript 

 IDE Javascript Premium 

  • Visual Studio 
  • WebStorm – IDE Javascript 
  • Sublime Text 

 Considerações Finais 

A utilização de uma IDE não é obrigatória, podendo também ser possível desenvolver aplicações sem que o desenvolver utilize a mesma. Em certas situações o desenvolvedor poderá a escolher por diversas vantagens que sua utilização prove aos usuários, nada melhor que analisar todas estas questões a fim de escolher aquela que mais se adequa a sua forma de desenvolvimento.  

 Referências 

MARIANA, Paldoam. 7 Ide´s java script. São Paulo: Geek Hunter, 2021. 

RED HAT, O que é a IDE?. São Paulo: Red Hat, 2021. 

Autora: Brenda Andrade Ribeiro