Startups são empresas em fase inicial que desenvolvem produtos ou serviços inovadores, com potencial de rápido crescimento. Neste contexto de empreendedorismo, principalmente abordando o tema startups, temos o conceito de MVP que no português significa Mínimo Produto Viável.

O MVP é a versão mais simples de um produto que pode ser lançado com uma quantidade mínima de esforço e desenvolvimento. Um MVP ajuda os empreendedores a iniciarem um processo de aprendizagem, poupando tempo e esforços.

O MVP pode ser uma das primeiras etapas do processo empreendedor. Eleger um MVP significa observar e coletar dados sobre clientes e criar situações práticas de negócio que façam com que a startup aprenda e se molde rapidamente com o intuito de lançar uma solução inovadora.

A prática ajuda a investir em um produto certeiro, que seja realmente útil para o seu público alvo. Além disso, depois de algum tempo de prática será possível prever os fatos antes que eles aconteçam, lançar novidades antes que seja tarde demais.

Desenvolver um MVP para ideia de negócio não é garantia de sucesso. Eles são projetados para testar as suposições de um problema que queremos resolver sem que haja muitos investimentos. Para tanto, existem alguns tipos de MVP para auxiliar a escolha da estratégia inicial.

 

Tipos de MVP

 

Papel

Podem ser desenhos feitos à mão, de uma interface para usar como protótipo, ou exemplos ilustrados de um projeto. Fáceis de fazer, visuais que criam entendimento compartilhado. Este tipo de MVP possui algumas limitações, a sua interação é limitada e não testa usabilidade ou hipóteses. Alguns exemplos são diagramas ou esboços.

 

Protótipo Interativo

Estes podem ser representados por maquetes interativas, clicáveis. Testa designs e usabilidades, itera soluções rapidamente e ainda usa entrevistas com clientes. Este não testa hipóteses e nem tecnologias de apoio. Exemplos são HTMLs ou maquetes clicáveis, ou ainda vídeos.

 

Concierge

É um serviço pessoal, em vez de um produto, que manualmente guia o cliente pelo processo, usando os mesmos passos propostos para resolver o problema do cliente no produto digital. Reduz a complexidade, suporta pesquisa generativa, valida suposições qualitativamente com baixo investimento. Seus contras são a escalabilidade limitada, é manual e tem uso intensivo de recursos, o cliente sabe do envolvimento humano.

 

Mágico de Oz

Este é o produto real em operação. Apesar de nos bastidores, todas as funções são executadas manualmente sem o conhecimento da pessoa que está usando o produto. Uma solução em operação da perspectiva do cliente, uma pessoa no papel do mágico pode conseguir envolvimentos mais próximos. Possibilita pesquisa de avaliação para preço e validação da proposta de valor. Alguns dos contras podem ser a escalabilidade limitada devido a um alto comprometimento de recursos.

 

Micronicho

Micronicho consiste em reduzir todas as features do produto ao mínimo, a fim de descobrir se os clientes estão interessados ou dispostos a pagar por ele. Um teste altamente focado, dedicado a qualquer tópico específico, exige mínimo esforço. Um dos contras seria a necessidade de investimento financeiro, pois um dos exemplos deste seria a disponibilização de uma página web simples com o produto oferecido.

 

Software em Operação

Como o próprio nome deste MVP já diz, trata-se de oferecer o produto em operação funcionando plenamente para resolver o problema de um cliente, equipado para medir comportamento de cliente e interações. Alguns dos benefícios são testar hipóteses em um ambiente real, valida suposições qualitativamente. Porém este é caro, precisa de investimento em pessoas e ferramentas.

 

Empresas que utilizaram MVP

 

Facebook

A rede social foi testada, inicialmente, para dentro dos muros da Universidade de Harvard. O período em que a rede atingia apenas os alunos da comunidade universitária foi importante para que o jovem Mark promovesse alterações fundamentais, em linha com o que foi se revelando necessário ao longo do processo de validação.

 

Groupon

A primeira versão do Groupon era um site extremamente simples, feito em wordpress e que gerava cupons em pdf, os quais eram enviados de forma manual a cada interessado.

 

Apple

O iPhone 1 era o típico exemplo de MVP. O aparelho não possuía algumas funções básicas, como copiar e colar, além de exigir download obrigatório do iTunes para ativação. O objetivo aqui era claramente segurar algumas funcionalidades para que fossem lançadas nas versões seguintes do equipamento, gerando ansiedade e euforia entre os clientes.

 

Foursquare

Antes de ir a campo, o serviço de localização coletou depoimentos e sugestões de possíveis usuários, por meio do Google Docs, além de disponibilizar uma versão mais restrita do produto a um grupo seleto de futuros clientes.

 

Autor: Giovani Augusto Varaschini