Com a ascensão do acesso a agencias bancárias através de novas tecnologias e com a disseminação deste recurso as mais variadas classes sociais, tenta-se estimar como as instituições financeiras pretendem encarar os investimentos com tecnologia e segurança da informação em nosso país.
Nos últimos 5 anos internet banking firmou-se o canal preferido de transações bancarias, conforme dados da Febraban, os acessos a bancos através do internet banking vem apresentando um aumento significativo e regular nos últimos anos. Em 2011 este crescimento foi de 11% o que acaba trazendo o Brasil com números mais próximos de países desenvolvidos.

Alguns dos fatores apontados que possivelmente justificariam este crescimento seriam o acesso a banda larga e os altos investimentos em segurança. O motivo que viria a manter esta ascensão seriam programas governamentais de acesso a internet para todas as classes.

Em paralelo a isto, outro meio de acesso as agencias bancarias vem correndo a frente de formas mais comuns como terminais de auto atendimento (também conhecidos como caixas eletrônicos), com o aumento de vendas de smartphones em nosso pais, correntistas acabam se utilizando do recurso de mobile banking que por fim acaba acompanhando este crescimento de vendas, acreditasse que com esta continua expansão existirá uma consolidação da plataforma tecnológica, com uma previsão que em 5 a 7 anos se tornará tão relevante quanto o próprio internet banking.

Isso tudo acaba acarretando em cada ano um numero mais expressivo de fraudadores se utilizando do meio cibernético para praticar seus crimes. Eles aproveitam a ingenuidade, falta de instrução e curiosidade dos clientes internautas para roubarem senhas ou instalarem vírus nas máquinas, abrindo portas à prática da fraude.

Praticas como envio de e-mails com logotipos de instituições financeiras solicitando informações sigilosas, clonagem de páginas, vírus de computadores vem se tornando cada vez mais comuns, e como forma de combate a isto os investimentos em segurança vem aumentado exponencialmente. A informação que se encontra, é que o Brasil tem uma participação consideráveis na indústria mundial de tecnologia bancária, porém, ainda possui um espaço muito amplo para se investir. Algumas projeções mostram que em 2015 bancos aqui presentes irão aumentar seus investimentos/despesas com tecnologia em 42%, o que não se sabe é qual o tamanho desta fatia será destinada para a segurança da informação.

O dado que se encontra disponível hoje, é que segundo a Febraban as instituições financeiras já investem no Brasil cerca de US$ 1,5 bilhão por ano para atualizar os mecanismos de combate às fraudes. Entende-se que para justificar um investimento desta proporção, o número de perdas com fraudes que vem ocorrendo tem de ser realmente muito alto.  O que muitas vezes acaba passando despercebido por todos nós que nos utilizamos de sistemas bancários, é que isso acaba se refletindo diretamente  no cliente final, ou seja, o correntista que acaba pagando taxas cada vez mais altas, maior burocracia junto a estas instituições, maior complexidade na utilização de sistemas etc..

Autor: Vinicius Zanonato
Artigo  publicado em micreiros.com
Fontes de pesquisa:  www.febraban.com.br e www.monitordefraudes.com.br