A criptografia é tão antiga quanto à própria escrita. Esta já se fazia presente nos escritos das civilizações mais antigas como os egípcios. Desde os tempos ímpios, a qualidade e confidencialidade da informação têm influenciado e decidido o destino de pessoas e nações. Portanto, assegurar que a informação correta seja transmitida e entregue de forma segura é um desafio frente ao qual a tecnologia tem muito a contribuir.

Cifrar a informação textual como é conhecido tecnicamente a criptografia é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte. As civilizações mais antigas lançavam mão deste artifício para que informações sobre planos de batalhas não caíssem na mão de inimigos. O interessante é que os métodos não mudaram muito até meados do século XX. Durante a segunda guerra os esforços ingleses para quebrar as mensagens alemãs tornaram-se notórios e decisivos para o desfecho da guerra.

Com advento do computador, houve um significativo avanço nesta área. A implementação de complexos algoritmos matemáticos na criptografia, sem dúvida, foi uma contribuição significativa para o desenvolvimento da ciência da computação como conhecemos hoje.

Os tempos mudaram a tecnologia também, mas o desafio de proteger a informação continua sendo o mesmo. Em um mundo conectado, onde as pessoas compram pela internet, acessam sites de bancos e fornecem seus dados às redes sociais, proteger a informação não é mais uma opção, é uma necessidade. Atualmente existem duas formas amplamente difundidas no que tange a criptografia de dados na área da computação: criptografia simétrica e a assimétrica.

A Criptografia simétrica usa uma única chave (Código secreto) para cifrar/decifrar a informação. Sendo assim, é necessário que tanto emissor como receptor tenham conhecimento da chave em questão. Este método tem como vantagem a velocidade com que excuta o cálculo do algoritmo. Porém, é vulnerável no fato que ambos os processos envolvidos precisam ter conhecimento da chave.

Diferentemente do método simétrico, a criptografia assimétrica trabalha com par de chaves. Uma é a chave pública com a qual o emissor cifra os dados e envia ao receptor, este de posse da chave privada, que é apenas de seu conhecimento, decifra os dados. As chaves estão relacionadas matematicamente, mas não é possível obter uma a partir da outra. O fato da chave privada não ser de conhecimento do processo emissor, torna este método mais seguro que o simétrico. Porém, a implementação de algoritmos é mais complexa e demandam um tempo de processamento maior.

Concluo deixando um alerta. A necessidade de buscar novas tecnologias para esta área é contínua e indispensável. Pois, os métodos hoje estabelecidos, os quais ainda não foram superados, podem não ser suficientes em tempos de super computadores e processamento quântico.

Por Alex Sandro Meireles da Cruz,
Artigo do Seminário de Segurança em Desenvolvimento de Sistemas 2011-2
Revisão Thiarlei Macedo | Fonte Micreiros.com