Se você já precisou integrar sistemas embarcados com aplicação de terceiros, servidores e banco de dados, a primeira idéia que vem naturalmente é o uso de WebService. Imagine agora, como isso era feito na época que não existia essa tecnologia, e dessa forma você poderá ter uma pequena dimensão do impacto gerado por ela no mundo da automação e dos sistemas embarcados.

O presente artigo objetiva uma breve abordagem sobre o conceito da tecnologia WebService e como está tecnologia de comunicação entre sistemas teve profundos impactos no desenvolvimento e na integração sistemas embarcados.

Como fazer?

Na base de tudo está a Internet, sem ela seria impossível o surgimento da tecnologia WebService. Basicamente o WebService faz com que os recursos de uma determinada aplicação possam estar disponíveis sobre a rede de forma padronizada, desta forma uma aplicação pode invocar outra para executar tarefas que podem ser simples ou complexas, mesmo que as duas sejam escritas em linguagens diferentes.

O principal motivo que torna o WebService tão atraente é o fato que utiliza tecnologias padronizadas como o protocolo HTTP/HTTPS para transporte de dados, os quais são transferidos sobre XML encapsulados no protocolo SOAP (Simple Object Access Protocol). Também é muito comum a utilização do protocolo REST (Representational transfer protocol) como protocolo de transferência, neste caso os dados são encapsulados em notação JSON que é mais leve que o XML.

Na maioria dos casos, os grandes fabricantes de hardware embarcado já provem um WebService que abstrai todas as funções de baixo nível de comunicação, assim o desenvolvedor somente deve acessar uma url fornecida pelo fabricante com os métodos disponíveis para enviar e receber dados ao equipamento.

Uso de padrões facilita muito a vida

Além dos grandes fabricantes de hardware, também existem empresas especializadas em conectividade, que fornecem softwares com protocolos específicos para centenas de equipamentos de diferentes fabricantes. Estes sistemas normalmente são divididos em três camadas, conforme mostra a figura abaixo.

Figura 1

A primeira camada concentra os drivers proprietários de cada fabricante que efetivamente fazem a comunicação funcionar. Esta é a camada de mais baixo nível que é totalmente abstraída ao usuário final da informação.

A segunda camada é uma seríe de serviços que rodam em nível servidor e compreendem normalmente os padrões OPC-DA e IoT, ambos os padrões fornecem uma normatização de como a informação será coletada ,armazenada e disponibilizada para a camada superior.

A terceira e última camada fornece as interfaces para comunicação com aplicação de terceiros, normalmente uma API REST que o cliente pode consumir para transferir e receber dados dos sistemas embarcados.

Agora que entendemos um pouco mais sobre as bases sob as quais a tecnologia foi desenvolvida, podemos considerar que qualquer sistema embarcado que possua uma conexão  Ethernet é capaz de enviar e receber dados através de um WebService. Portanto, a construção de penosas rotinas proprietárias de difícil manutenção e atualização tornaram-se praticamente obsoleta nos dias atuais.

Autor: Alex Sandro Meireles Da Cruz

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